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quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

OXOSSI LHE RENDO HOMENAGEM

                                          




Silencio na mata se fez, 
ouve-se um belo canto,
é o uirapuru saudando,
tão formoso caboclo.

Com penas coloridas,
brancas, verdes e amarelas,
nas costas arco e flecha,
nas mãos lança certeira.

Seu olhar astuto,
abrange todo seu reino,
emociona-se ao ver,
a vida resplandecendo.

As plantas o saúdam,
as flores seu perfume exalam,
os pássaros gorjeiam,
os animais o cercam.

O formoso caboclo,
prostra-se de joelhos,
levantando ao Pai uma prece,
que uma súplica parece.

Que nunca me falte a sabedoria,
para defender este reino,
da insanidade dos homens,
que sua riqueza não vêm.

Levei-lhes o conhecimento,
para o bem o usarem,
ao invés disso,
transgridem as leis em nome do progresso.

Levados pela ganância,
não entendem que é daqui,
que o milagre da vida,
acontece no planeta.

Não percebem que a Lei,
é imutável e eterna,
pelo mesmo mal que causam,
por ele consumidos serão.

Que mamãe Oxum,
os envolva com amor,
para que retrocedam,
no grande mal que fazem.

Não mais o caboclo falou,
seu olhar firmou no céu,
o rosto banhado de lágrimas,
lágrimas de puro amor.

Luconi
03-02-10

sábado, 16 de janeiro de 2021

CUIDADO!

                                                      



CUIDADO!

Com quem acredita ser coitado,

Sempre de vítima se fazendo,

Engana a si mesmo,

Perdido em seus emaranhados!

 

Nunca faz nada por mal,

Os pés no chão nunca tem,

Sonha com o arranha céu,

Mas se cansa nos primeiros degraus.  

 

A satisfação do bem que lhe fazem,

Rapidamente é esquecida,

Logo estará insatisfeito,

A culpa é de todo mundo menos dele.

 

Para viver precisa de uma muleta,

Jamais poderão contar com ele,

Pois mil desculpas ele terá,

De sua comodidade não sairá.

 

Coitado! O peso que carrega é muito grande,

Ainda vai te fazer se sentir culpado,

Afinal ele sempre foi injustiçado,

Como você é ruim!

 

Luconi

15-01-2021


domingo, 27 de dezembro de 2020

REFLEXÃO DO PRÓPRIO TEMPO


 

E o fim se aproxima, finalmente, está terminando.

Cheguei tão esperançoso! O bom irmão me entregou os sacos vazios, lembro que quando nos encontramos um destes sacos estava tão pesado que ele andava encurvado, mas cumprira sua missão! O saco dos sentimentos positivos, que geravam alegrias, emoções que eram bálsamos para as almas, estava repleto, mesmo assim era tão leve. Já o outro era tão pesado, ele continha os sentimentos negativos e as dores, os prantos, o desespero que tais sentimentos geraram. Havia um terceiro, mas não estava tão cheio. Eram as dores passageiras, geradas por acontecimentos que independem da vontade humana, mas que passam, o Tempo sempre auxilia e passam, por isto o saco não estava tão cheio, as dores conforme passavam também sumiam do saco. 

Depois de me abraçar, o bom velhinho jogou, em um redemoinho que se abriu, os tais sacos, ficavam nas dobras do tempo e automaticamente do mesmo redemoinho surgiu três sacos vazios, que a mim o bom velho entregou. Assim que fez isso como num passe de mágica ele remoçou, feliz retornava agora a sua essência. E eu segui esperançoso, mas sabia que viria tempos difíceis, porque sentia um ar pesado mesmo que naquele instante a humanidade comemorasse meu nascimento.

Com fé, segui meu caminhar, meu mistério fazia eu sentir as alegrias e as dores do mundo todo, mas as alegrias sempre faziam com que eu esquecesse o peso do saco das dores das maldades humanas. De repente, muito rápido, o saco das dores passageiras começou a lotar, enchia muito rápido, o saco da maldade humana então começou a encher, percebi que o desespero das dores passageiras se tornava revolta e ódio, pois suas dores não existiriam se alguns seres humanos não se tivessem entregado ao egoísmo, ao desejo de lucrarem com a desgraça que se abatia sobre o planeta, muitos não para enriquecer, mas para satisfazer seus egos e suas vaidades.

Eu precisava continuar imparcial, apenas estava passando, fazendo o tempo se tornar mais rápido para alguns, ou mais lento para outros, entendam não sou eu que decido isso, é a Lei Divina comandada pela Justiça Divina. Eu sou apenas uma fração do grande mistério Tempo.

Mas agora está terminando, o saco das alegrias geradas por sentimentos positivos cada vez menos emanavam alívio suficiente para mim, tamanha era a egrégora formada pela dor, pelo medo, pela revolta. Respiro fundo, penso, é um aprendizado, depende de vocês eu poder acelerar o tempo.

Cabisbaixo já me acostumei aos xingos, esquecem que o tempo é Divino, então me xingam, bem sei que por ninguém serei lembrado por alguma alegria que obtiveram, pois a alegria foi nublada pela dor. Inumeráveis são os gritos de fome, incontáveis aqueles que ficaram sem ter como ganhar seu pão, outros tantos ficaram sem teto, mas o número de quem perdeu algum ser amado supera a todos os outros.

Vou-me embora ciente que cumpri o meu papel, mas choro porque eu jamais serei esquecido, todos me lembrarão como o ano que a desgraça se abateu sobre o planeta, o ano que muitas vidas se perderam, que muitas máscaras caíram, o ano que muitos seres humanos se afundaram em dívidas para com o seu próximo, o ano que um grande ensinamento chegou para a Humanidade, mas tão poucos aproveitaram.

O ano, que os seres humanos para não enxergarem os seus próprios erros, passaram a culpar e então realmente ficarão muito felizes quando eu me for. Mas virar o calendário irá fazer o mal que está dentro de vocês mesmos se extinguir?

Que meu sucessor fique conhecido como o ano da libertação! E eu para vocês serei passado, que nas dobras do Tempo estarei registrado.

 

Luconi

27-12-2020 

Do âmago do meu ser imortal, desejo que todos tenham muito amor, muita paz, muita fé e que o PAI ETERNO possa finalmente acelerar o tempo e todo esse mal que sobre nós se abateu tenha fim. E que ressurja uma humanidade mais humana, mais consciente dos seus deveres para com seus irmãos. 

Só dessa forma teremos um FELIZ ANO NOVO!

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

OS VENTOS ME TORNARAM GENTE

IMAGEM NÃO CONSEGUI LER A ASSINATURA
DA AUTORA

Era o vento, era o vento, 

que a menina empurrava, 

com o chinelo na mão caminhava, 

o sorriso no rosto, 

deixava-se levar. 


Para o caminho da vida, 

que os ventos determinassem, 

a fé a encorajava, 

cabeça erguida, sua estrada tomou, 

às vezes caía e os joelhos ralavam, 

eram as marcas das lutas que sangravam, 

quando ia desistir o vendaval chegava. 


A cada caminho percorrido, 

outro se apresentava, 

novas marcas na alma que sangrava, 

então a brisa leve a encaminhava, 

devagar o vento aumentava, 

tudo que se apresentava, 

a menina abraçava.


Assim não tinha parada, 

tanta coisa vivera, 

foi rica, foi pobre, 

amou, foi amada,

errou muito e outro tanto acertou, 

foi arrogante, tornou-se humilde, 

os ventos sabiam do que ela precisava. 


Fez escolhas erradas e certas, 

a cada lição aprendida, nova estrada surgia, 

sempre um novo desafio, 

nada nunca foi fácil, 

no meio do turbilhão, uma coisa era certa, 

a fé só aumentava. 


Agora procura um oásis, 

que nesta Terra não há, 

o vendaval perdeu a força, 

a empurra devagar,

ela entende ser a reta final, 

que ela pede seja longa.


Que os ventos se tornem asas, 

para acolher a todos, 

que ela se torne brisa suave e morna, 

para acalentar e aquecer a fé, 

de toda essa gente, 

que o vento através do acaso, 

coloca em seu caminho. 


Salve os ventos de Mãezinha, que parada nunca me deram, 

fizeram que eu me tornasse gente e agora sua brisa me embala. 


Eparrey! Minha Mãe! 


18-10-2020

Luconi