Nesta terra de Meu Pai,
uma hora choro,
outra dou risada,
noutra fico apática,
em outra guerreio,
já em outra armas deponho.
Neste turbilhão de emoção,
tão contraditórias,
vou o barco remando,
o que me espera não sabendo,
apenas as ondas driblando,
com o inusitado convivendo.
Nesta terra de meu Pai,
onde nada sou,
apenas um ser se encontrando,
a se conhecer aprendendo,
ao todo se integrar tentando,
ensinamentos absorvendo.
A meus irmãos reconhecendo,
as diferenças identificando,
mas com os olhos da alma os olhando,
que somos iguais percebendo,
pois a essência é a mesma,
apenas cada um está no seu tempo.
Então findo concluindo,
que o que hoje sou,
ontem meu irmão foi,
outros ainda serão,
um com outro se unindo,
todos aprenderemos,
então esta terra de meu Pai,
já não carregará o sofrimento.
Luconi
31-07-17



