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TRADUTOR

segunda-feira, 13 de julho de 2015

SER OU TER?







Fácil me parece ter,
Difícil me parece ser,
o ter se conquista na labuta,
o ser da alma é conquista.



Ter amor é carícia para nossa alma,
é distribuir caricias ser amor,
é a conquista da paz interior,
é ter o agasalho certo para a necessidade do irmão.



Ser é do interior a renovação,
vem de dentro para fora,
sem pensar estende-se a mão,
pois o ser é espontâneo.



Quem é realmente,
nem se apercebe disso,
pois é ato natural,
da humanidade é amante.



Nesta escola da vida estamos,
para ser conseguirmos,
aquele que só pensa em ter,
jamais conseguirá ser.



Esta é a meta,
ser simplesmente,
de forma pura,
não olhando a quem,
nunca julgando a ninguém,
apenas sendo alguém,
que a lição do Mestre aprendeu.




Luconi
10-05-2015

segunda-feira, 6 de abril de 2015

LUIZ HÁ QUANTO TEMPO?




Há quanto tempo,
um abraço não recebo,
de mãos dadas não passeio,
no seu peito não me aconchego,
um beijo não ganho.


Há quanto tempo,
para conversar não sentamos,
nas dificuldades nos unimos,
nas opiniões adversas discutimos,
e contrariados ficamos.


Há quanto tempo,
não comemoramos o teu aniversário,  com bolo de cenoura que só você fazia,
que ficava uma delícia,
mas que não ficara você dizia.


Há quanto tempo,
descobri que os melhores anos vivi,
quando junto vivíamos,
mas nós não sabíamos,
por isto não valorizávamos.


 Há quanto tempo,
pelo que não vivi sofro,
por da verdade final ter fugido,
como se nada fosse acontecer vivido,
por covardia ou por não ter acreditado.


Há quanto tempo,
bem eu sei,
até o dia que te reencontrarei,
porque o amor é laço eterno,
te amo sempre para sempre.


Luconi
05-04-2015

sábado, 28 de março de 2015

TUDO POR UMA MAGRELA





Pobre menino perdido,
afunda-se no colchão sujo,
desejando não ser notado,
em meio tão agressivo.



Impossível o seu desejo,
logo atrai a atenção,
na falta de diversão,
o novato é prato cheio.



Revolta-se de imediato,
pretende cantar de galo,
uma boa surra toma,
o guarda ainda o culpa.



Pelo jeito é sua sina,
a culpa dos outros levar,
só fora olhar o lugar,
pra uns trocados ganhar.



Não era perigoso,
não faria nenhum mal,
anotaria o movimento,
entregando para o tal.



O tal era vizinho,
sabia da sua precisão,
o que ganhava era pouco,
a mãe tinha que ajudar.



Com uma magrela sonhava,
de dez marchas havia de ser,
a mãe risada dava,
sonhar não custa nada.



O tal havia dito,
lhe trazia a magrela,
se a noite anotasse,
o movimento da viela.



Era só o que queria,
anotava tudo que via,
quando os homens chegaram,
 a ele enquadraram.



Sua ficha puxaram,
estava limpa,
tinha carteira assinada,
disseram que era laranja.



Tudo por uma magrela,
o puseram numa cela,
menor ele era,
sua mãe iam chamar.



Após a surra,
o retiraram da cela,
sua mãe chegando,
o levou para casa.



Seus olhos lacrimejantes,
olhavam seus ferimentos,
que com doçura cuidava,
a cabeça balançava.



Sonhos filho meu,
devem ser conquistados,
com trabalho e esforço,
no dia a dia da vida.



Quando chego do trabalho,
preparo nossa comida,
colocando na mesa,
um sonho eu realizo.



O sonho que realizo,
é vê-los em paz dormindo,
sabendo-os alimentados,
através de meu esforço.



O menino então chorou,
por si e pela mãe,
que tinha como sonho,
apenas cuidar dos filhos.



Então ele jurou,
a si mesmo e a mãe,
haveria de ter nesta vida,
um único sonho agora.



Trabalhar, estudar,
na vida progredir,
para no futuro,
de sua mãezinha cuidar.





Luconi 
04-12-09


domingo, 22 de março de 2015

MEU CASTELO RICO E GÉLIDO






Um lindo castelo,
era sempre o que via,
ela o construiria,
ao passar de cada dia.



Em sua imaginação ele existia,
desde a sua adolescência,
a sua volta nada mais enxergaria,
apenas o seu castelo queria.



Na sua luta esquecia,
quem com ela convivia,
quando seu castelo tivesse,
tempo para eles teria.



O tempo passou,
o seu castelo construiu,
nele reinou,
mas a solidão nele adentrou.



Pouco a pouco conta se deu,
à sua volta apenas os seus iguais,
o jogo dos interesses jogavam,
ela então se sentiu vazia.



Saudades sentia,
a tristeza a sua alma invadia,
o castelo gélido lhe parecia,
então aos seus procurou.



Na casa humilde adentrou,
braços abertos a receberam,
no velho sofá sentou,
alegria ímpar a invadiu.



Ali o seu antigo lar era,
na adolescência o abominava,
como não enxergara,
como não sentira?



A luz que ele tinha,
o calor aconchegante,
a paz reinante,
ali era o seu lugar,
dele parte fazia,
e olhos bondosos isto lhe diziam.



 
Luconi
22-03-2015