Nos
meus tempos de criança,
na
praça quermesse,
vinha
todo o povo da roça,
era
alegria para quem quisesse.
Logo
eu participava,
do
torneio de peão,
que
com toda a certeza,
era
eu o campeão.
Então
ia de roda brincar,
suas
modinhas cantar,
alguém
arrumava uma corda,
eu
me punha a pular.
Na
hora da quadrilha,
tomava
o meu lugar,
de
Faceira cabrochinha,
para
um caboclo encantar.
Corro
pra lá e pra cá,
não
paro de jeito nenhum,
vou
à pescaria,
hei
te pescar algum.
A
prenda pode se qualquer uma,
da
peteca a boneca,
o
que quero é mostrar,
que
também sei pescar.
A
barriga tá roncando,
de
tudo vou experimentar,
do
cachorro quente ao algodão doce,
nada
deixo passar.
Tem
também o quentão,
é
coisa de gente grande,
mas
eu tenho opinião,
dou
um jeito na questão.
Arrumo
uma bicadinha,
minha
língua está queimando,
como
fiz escondidinho,
não
saio nem reclamando.
Ah!
A festa está terminando,
do
passado vou voltando,
as
lembranças se esvaindo,
o
coração é que sente.
Já
não sou mais cabrocha,
não
pertenço mais a roça,
aqui
na cidade grande,
não
tem festa como a nossa.
Luconi
04-06-2011