Seguidores

TRADUTOR

sexta-feira, 30 de maio de 2014

VIVER PARA PARTIR




Debruçada na varanda,
o olhar perdido no horizonte,
não percebe que a vida anda.

O dia nasce,
entrega-se sorridente,
o trabalho é árduo.

O dia se esvai,
ela percebe,
a noite cai.

É hora de sonhar,
para as nuvens voar,
as saudades matar.

Encontrar-se com seu amor,
que nas estrelas está,
seu abraço ela sentirá.

Um momento apenas,
que a sua alma sacia,
preparando-a para a vida.

Que para ela,
sempre será parada,
até iniciar-se no infinito.


Luconi

05-12-2010


quarta-feira, 28 de maio de 2014

VIAGEM PARA A QUERMESSE

Nos meus tempos de criança,
na praça quermesse,
vinha todo o povo da roça,
era alegria para quem quisesse.


Logo eu participava,
do torneio de peão,
que com toda a certeza,
era eu o campeão.


Então ia de roda brincar,
suas modinhas cantar,
alguém arrumava uma corda,
eu me punha a pular.


Na hora da quadrilha,
tomava o meu lugar,
de Faceira cabrochinha,
para um caboclo encantar.


Corro pra lá e pra cá,
não paro de jeito nenhum,
vou à pescaria,
hei te pescar algum.


A prenda pode se qualquer uma,
da peteca a boneca,
o que quero é mostrar,
que também sei pescar.


A barriga tá roncando,
de tudo vou experimentar,
do cachorro quente ao algodão doce,
nada deixo passar.


Tem também o quentão,
é coisa de gente grande,
mas eu tenho opinião,
dou um jeito na questão.


Arrumo uma bicadinha,
minha língua está queimando,
como fiz escondidinho,
não saio nem reclamando.


Ah! A festa está terminando,
do passado vou voltando,
as lembranças se esvaindo,
o coração é que sente.


Já não sou mais cabrocha,
não pertenço mais a roça,
aqui na cidade grande,
não tem festa como a nossa.


Luconi
 04-06-2011

domingo, 25 de maio de 2014

GATOS NO TELHADO








De um lado para outro,
na cama a virar,
ninguém na casa dormia,
com as telhas a balançar.


Além disso, o barulho,
mostrava haver,
grande correria,
no telhado pra valer.


Quando o telhado aquietava,
o silêncio era quebrado,
por choroso miado,
que a todos enlouquecia.


O marido a reclamar,
amanhã tenho que trabalhar,
a mulher não queria fogo por,
mas tinha que concordar.


De repente, um barulhão,
o pulo do gato a telha quebrou,
indo parar no barrigão,
do assustado marido.


Em seguida, dona gata,
que do gato tanto corria,
o buraco aproveita,
pulando na cama também.


A raiva passou,
ambos riam sem parar,
do gato ela corria,
mas sem ele ficar não queria.


Luconi

24-05-2014

VAMOS BRINCAR COM A CHICA - 11










A vontade traz querer,

querer é poder.




Vamos brincar? É só clicar.