A mãe sorri levemente,
ao ver o filhinho no berço,
entregue a profundo sono,
de um anjo parece o semblante.
O amor que ela sente,
tão grande no peito não cabe,
imagina-o homem feito,
aninhando-se em seu abraço.
De repente uma imagem,
na mente lhe aparece,
a Virgem Maria guardando,
o seu Filho na cruz do calvário.
Que dor ela sentiu,
ao ver o Filho amado,
açoitado e maltratado,
na cruz crucificado.
Deve lhe ter perguntado,
porque Filho querido,
foste Tu designado,
para ser imolado?
Com certeza o Pai Altíssimo,
desta mãe se apiedou,
permitindo que a resposta,
fosse dada sem demora.
Porque o Pai me escolheu,
e eu sem demora aceitei,
em mim eu já sentia,
dor de ver meus irmãos que se
perdiam.
Ajudá-los a despertar,
do sofrimento os livrar,
dentro de meu livre-arbítrio,
eu quis sim ajudar.
De meu amor conhecedor,
o Pai um presente me ofertou,
a humanidade me concedeu,
meu rebanho agora são.
Então querida Mãe haverei de
reuni-lo,
nenhuma ovelha se perderá,
então a pena terá valido,
pois Teu Filho verás feliz.
A mãe volta olhar o bercinho,
lágrimas escorrem pelas faces,
a missão agora entende,
fazê-lo feliz somente.
Luconi
05-02-2010
Texto inspirado no poema de Pan Y
Vino, NO TEMPO EM QUE CORRIAS PARA OS MEUS BRAÇOS, JESUS
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/2012957
Vale a pena conferir



