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TRADUTOR

domingo, 29 de abril de 2012

ALMA GÊMEA BÊNÇÃO DIVINA


         
      Alma gêmea de minha alma,
que tão perto estava,
mas eu cega não percebia,
o profundo amor que sentia.


Tão distantes e tão próximos,
os caminhos não se cruzavam,
quando sem esperarmos,
a sua parte fez o acaso.


Você tinha vida construída,
eu a minha batalhava,
os percalços enfrentava,
com fé e cabeça erguida.


Te via como um irmão,
teu olhar não percebia,
como mulher me via,
em segredo no seu coração.


Quantos anos perdidos,
de repente um beijo no rosto,
olhares cruzados,
a verdade escancarada.


Finalmente percebia,
que falta de ti eu sentia,
 mais fácil ver-te como irmão,
enganava meu coração.


Alma gêmea de minha alma,
nós nos reconhecemos,
um pelo outro vivemos,
juntos venceremos.


Nada nos separará,
nem a morte com certeza,
pois ela é separação passageira,
nosso encontro é benção Divina,
é tesouro conquistado.



Luconi
29-04-2012   

sexta-feira, 27 de abril de 2012

QUEM SOU? QUEM SOMOS?




Quem somos? Será que alguém realmente sabe quem é?

Será que não nos escondemos por detrás de uma máscara?

Às vezes somos uma pessoa no convívio social, outra no trabalho e outra no lar, seremos falsos? Ou será que são pedaços de nosso eu, tudo junto compondo uma só pessoa.

Não, não sei, sei apenas que os princípios devem ser os mesmos em qualquer lugar, por eles devemos nos orientar, para não perdermos a nossa essência.

Penso ainda que exatamente no nosso lar é que deveríamos dar o melhor de nós como pessoas, é ali no seio da família que encontram-se os laços mais fortes, ali em primeiro lugar que deveríamos praticar o amor ao próximo, sermos mais benevolentes, mais humildes, menos egoístas e mais pacienciosos.

Penso ser muito fácil, passar um verniz e sairmos para o convívio da sociedade, usando de demagogia para conseguir amizades, passar uma imagem de bondade, ser o melhor amigo de todo mundo, enquanto no lar não temos às vezes paciência com os contratempos mais simples do dia a dia, nem uma palavra amiga para os que conosco convivem.

Não, tão fácil é manter o verniz em nosso trabalho, conviver com pessoas tão diferentes, cada uma carregando uma bagagem, deveríamos agir como irmãos, estar sempre prontos a lhes estender a mão, não dificultando o desempenho de ninguém.

No entanto a maioria só consegue ser bom para aquele que lhe mostra algum tipo de vantagem, sempre armado à espera de uma “puxada de tapete”. Agora quando se trata de chefia, engolimos qualquer sapo, somos obrigados, afinal trata-se do pão de cada dia. Realmente para mantê-lo às vezes não basta apenas cumprir a nossa parte, muitas vezes temos que fechar os olhos para muita injustiça, nada podemos fazer.

Até aí tudo normal, agora não é normal a pessoa que não consegue se impor em seu trabalho, ou que sofre qualquer tipo de injustiça, chegar em seu lar e descontar em cima dos que lá estão. Irritando-se com tudo, dando ordens, não querendo ouvir opiniões, ali ela tem que ser a chefe, para satisfazer o seu ego, é tão normal ouvirmos “Aqui a casa é minha eu mando”.

O servidor humilde virá um déspota, um juiz, ali ele satisfaz  todo o seu ego, pobre coitado, acaba isolado, ninguém mais nele confia, o amam sim, mas não o entendem, e da vida dos seus familiares pouco sabe.

Penso ser muito difícil nos equilibrarmos neste mundo, mantermos os nossos valores, sermos dignos em todas as horas, estarmos abertos para mudanças, esquecer da opinião dos outros e agirmos como manda o nosso coração, agirmos da mesma forma que aconselhamos os outros a agirem, tomarmos do nosso próprio remédio.

Bem eu gostaria de ser assim, mas acredito que estou longe de consegui-lo, e você?


Luconi

29-10-09

quarta-feira, 25 de abril de 2012

FUGA DE SI MESMA




Como louca ali estava,
pra lá e pra cá andando,
de forma nenhuma sossegava,
com tudo e com nada se importava.

Havia sido bela flor,
agora despetalada,
sem viço e sem cor,
sentia-se desamparada.

Do mundo desconfiava,
no olhar inquieto,
o medo transbordava,
de seu mundo secreto.

De repente, no ar antiga canção,
ela aquieta o coração,
os olhos se aquietam,
lágrimas escorrem.

Na cama encolhida,
nos braços a cabeça apoia,
nos lábios um sorriso triste,
adormece finalmente.

A mãe se aproxima,
seus cabelos acaricia,
suas faces beija,
na certeza que um dia ela despertará.


21-04-2012
Luconi

segunda-feira, 23 de abril de 2012

O VELHO PINHEIRO



Vergou o pinheiro,
tão belo,
tão velho.

Há décadas estava ali,
ninguém diria,
que um dia se curvaria.

Mas ainda vivo estava,
a seiva ainda corria,
ele bravamente lutava.

A serra tão temida,
agora o salvaria,
de morte lenta e certa.

A parte inclinada cortaram,
os galhos se foram,
foram-se as folhas.

Um pedaço de tronco,
foi o que sobrou,
do formoso pinheiro.

Ninguém mais se lembrou,
apenas na hora lamentaram,
aos poucos o esqueceram.

Um dia de repente,
alguém notou,
o tronco forrado de brotos.

Que belo era,
assistir seu renascer,
ele insistia em viver.

Mais algum tempo,
notou-se os galhos,
pequeno pinheiro formando.

Ele ressurgia das cinzas,
suas antigas raízes,
estavam vivas.

Os homens não notaram,
mas a natureza estava em festa,
a criação vencera.


Luconi
20-09-2010