O guerreiro cansado,
arrasta-se na batalha,
que lhe parece
interminável,
já não está à frente,
apenas ampara os novos
soldados.
Só a sua presença,
dá a força necessária,
para que não se
desviem,
dos caminhos do bem,
por ele alicerçado.
A sua experiência,
de longe já percebe,
quanto maior perigo,
tenta por no desvio,
soldado por ele
querido.
Então ele o ampara,
com todo amor e
carinho,
com muita paciência,
mostrando-lhe o
caminho,
sem que o soldado se
aperceba.
Não fere a vaidade,
do jovem que inicia,
em sua sabedoria,
sua arma é a humildade,
a fé e o amor.
Percebe que chega a
hora,
de ir-se embora,
que o plantio está
feito,
que a cada um resta,
a sua batalha lutar.
Seu coração apenas,
aperta-se já com pena,
pois sabe que causará,
aos soldados grande
dor,
que o seu amor não
evitará.
Mas um dia no futuro,
um por um partirá,
e ele do outro lado da
ponte,
com seu amor
certamente,
os esperará.
Desta forma o
guerreiro,
a viagem autoriza,
em um lindo amanhecer,
a farda da carne
abandona
de braços com o seu
comandante.
Luconi
12-05-2011.


