Quem
somos? Será que alguém realmente sabe quem é?
Será
que não nos escondemos por detrás de uma máscara?
Às
vezes somos uma pessoa no convívio social, outra no trabalho e outra no lar,
seremos falsos? Ou será que são pedaços de nosso eu, tudo junto compondo uma só
pessoa.
Não,
não sei, sei apenas que os princípios devem ser os mesmos em qualquer lugar,
por eles devemos nos orientar, para
não perdermos a nossa essência.
Penso
ainda que exatamente no nosso lar é que deveríamos dar o melhor de nós como
pessoas, é ali no seio da família que encontram-se os laços mais fortes, ali em
primeiro lugar que deveríamos praticar o amor ao próximo, sermos mais
benevolentes, mais humildes, menos egoístas e mais pacienciosos.
Penso
ser muito fácil, passar um verniz e sairmos para o convívio da sociedade,
usando de demagogia para conseguir amizades, passar uma imagem de bondade, ser
o melhor amigo de todo mundo, enquanto no lar não temos às vezes paciência com
os contratempos mais simples do dia a dia, nem uma palavra amiga para os que
conosco convivem.
Não,
tão fácil é manter o verniz em nosso trabalho, conviver com pessoas tão
diferentes, cada uma carregando uma bagagem, deveríamos agir como irmãos, estar
sempre prontos a lhes estender a mão, não dificultando o desempenho de ninguém.
No
entanto a maioria só consegue ser bom para aquele que lhe mostra algum tipo de
vantagem, sempre armado à espera de uma “puxada de tapete”. Agora quando se
trata de chefia, engolimos qualquer sapo, somos obrigados, afinal trata-se do
pão de cada dia. Realmente para mantê-lo às vezes não basta apenas cumprir a
nossa parte, muitas vezes temos que fechar os olhos para muita injustiça, nada
podemos fazer.
Até
aí tudo normal, agora não é normal a pessoa que não consegue se impor em seu
trabalho, ou que sofre qualquer tipo de injustiça, chegar em seu lar e
descontar em cima dos que lá estão. Irritando-se com tudo, dando ordens, não
querendo ouvir opiniões, ali ela tem que ser a chefe, para satisfazer o seu
ego, é tão normal ouvirmos “Aqui a casa é minha eu mando”.
O
servidor humilde virá um déspota, um juiz, ali ele satisfaz todo o seu ego, pobre coitado, acaba isolado,
ninguém mais nele confia, o amam sim, mas não o entendem, e da vida dos seus
familiares pouco sabe.
Penso
ser muito difícil nos equilibrarmos neste mundo, mantermos os nossos valores,
sermos dignos em todas as horas, estarmos abertos para mudanças, esquecer da
opinião dos outros e agirmos como manda o nosso coração, agirmos da mesma forma
que aconselhamos os outros a agirem, tomarmos
do nosso próprio remédio.
Bem
eu gostaria de ser assim, mas acredito que estou longe de consegui-lo, e você?
Luconi
29-10-09



