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TRADUTOR

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

CARTA AO MEU IRMÃO LÁ NA ARUANDA


MEU IRMÃO E SUA LINDA FILHA E ESPOSA

Ah! Meu irmão,
hoje  dói meu coração,
dói de saudades, muitas
dói pela falta de teu conselho sábio,
dói pelo teu sorriso que acalmava minha alma,
dói pelo teu jeito brincalhão,
que para  nos fazer sorrir você brincava,
mesmo que teus olhinhos quisessem chorar.


Fiquei pensando,
aqui na Terra hoje pra mim é um dia triste,
a lembrança de tua ausência é tamanha,
que não cabe no coração nem na alma,
e aí na Verdadeira Pátria,
os irmãos o teu retorno comemoram?


Não sei por que fiquei pensando nisso,
mamãe, papai, a Hilda, vovô, vovó, a nona, o nono,
e tantos outros que têm contigo laços,
vão te visitar hoje, mandam talvez uma mensagem,
ah o Pai João de Angola e seu Capa com certeza por aí passaram.

Eu queria ir te abraçar,
pois sei da sua vitória,
sei que foi recebido pela luz,
sei pelas notícias que está trabalhando,
e também estudando,
fico muito feliz com isso,
por muito te amar e teu bem maior desejar.

Não te dou notícias daqui,
por que sei que bem sabe dos acontecimentos,
claro os de maior importância na vida de teus queridos,
mas mando um abraço muito apertado,
mil beijos com lágrimas que molham a tua face,
dizendo a você:

Obrigada meu irmão por permitir que eu fizesse parte de tua vida,
por ser meu irmão caçulinha e ao mesmo tempo meu apoio,
aquele que repartiu comigo a sua missão espiritual,
apenas para me ajudar a realizar um bocadinho da minha,
obrigada do fundo de minha alma,
um dia receberei e darei este abraço,
quando tiver merecimento,
o tempo não importa, pois aqueles que se amam,
sempre se reencontram.
De tua irmã que tanto te ama.


Marcia Maria Luconi
 11-09-18


sábado, 8 de setembro de 2018

NA AUSÊNCIA SUA PRESENÇA



Um banco abandonado,
não mais usado,
ao tempo deixado,
mas jamais esquecido.


Ao invés de mostrar sua ausência,
pelo contrário lembra a presença,
as horas sem fim que ali ficava,
tendo como companhia suas lembranças.


Ora o olhar tristonho,
as lágrimas brotando calado,
os lábios crispados,
momentos dolorosos lembrados.


Ora o olhar brilhava,
um sorriso nos lábios surgia,
uma lágrima ou outra corria,
momentos alegres revivia.


Relutante do banco saía,
por ele ali viveria,
pois ali com a mente visitava,
a todos que tanto amava.


Visitava épocas já vividas,
quando na vida de todos tinha lugar,
quando para ouvi-lo paravam,
e apoio em seus braços procuravam.


Sabia que o tempo passara,
nada mais a ele restava,
a não ser torcer calado,
por aqueles que tanto amava.


Um dia o banco ficou vazio,
seu ocupante alçara voo,
na ausência tornou-se tão presente,
não passa um único dia,
que para sentir sua presença,
seus amados se esquecem olhando,
a sua ausência naquele banco,
o tempo que não encontraram lamentando.




Luconi
08-09-18